quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fendi produz bolsas eco-fashion na África


 
Ilaria Fendi com mulheres de comunidade na África - Fonte: Ecouterre

Cada vez mais as marcas de luxo estão voltando os olhos para a produção sustentável de seus produtos, com a utilização de materiais recicláveis ou descartados em outros processos de fabricação.
Com a Fendi não foi diferente: Ilaria Venturini Fendi (filha mais nova de Anna, uma das cinco irmãs Fendi que transformou o negócio da família em uma marca internacional), está usando a abordagem artesanal de seu clã para remodelar materiais reaproveitados e transformá-los em objetos de desejo associados à uma boa causa.
Ilaria criou, com a colaboração de mulheres de uma comunidade na África, uma linha exclusiva de bolsas e capas para notebooks e iPads com sobras de tecidos (incluindo tendas de safári, cobertores militares e amostras de couro). A iniciativa de Ilaria Fendi, batizada de Carmina Campus, reflete as aspirações da marca para construir um mundo melhor através do auxílio a comunidades carentes, combinado a uma produção ecológica de itens.
 

Fonte: Ecouterre
 
A idealizadora do projeto diz que a coleção envia uma mensagem de que o luxo também pode ser sustentável. Além da finalidade de preservar o meio ambiente, a linha Carmina Campus também promove a proteção de milhares de mulheres africanas: parte da renda das vendas das bolsas é destinada a campanhas contra a prática da mutilação genital.
As bolsas e capas eco-fashion Fendi são produzidos através do Programa Sancionado das Nações Unidas pela Moda Ética e está disponível nas lojas 10 Corso Como em Milão e na Dover Market Street em Londres.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Estilos de Vida em 2020




Ninguém consegue adivinhar o futuro da economia ou da sustentabilidade – muito menos nesta era da incerteza invulgar – mas a Unilever e a Sainsbury, em colaboração com a ONG Forum for the Future, estão a tentar decifrar a próxima década sustentável.

Nos últimos 18 meses, as três entidades prepararam o estudo Consumer Futures 2020, que pretende avaliar o impacto dos produtos e serviços sustentáveis nas tendências globais e padrões de comportamento dos consumidores nos próximos anos.

O estudo explorou quatro cenários ficcionais para tornar o consumo sustentável mainstream – uma tendência perfeitamente normal, habitual – com o objectivo de perceber se são as pressões sociais e ambientais que vão tornar os bens sustentáveis mainstream ou, por outro lado, se são os consumidores que irão obrigar as marcas a agirem.

Os quatro cenários colocados pelos seus autores:
My Way;
Sell it to Me;
From me to You
 I’m in your hands

O estudo descobriu que alguns dos desafios globais como as alterações climáticas, escassez de bens essenciais ou aumento da população mundial vão afectar as atitudes dos consumidores e das marcas. Assim, as práticas sustentáveis vão tornar-se mais habituais no dia-a-dia, à medida que os recursos ficam mais valiosos. Também a reciclagem e a reutilização de materiais vai aumentar, concluiu o estudo.

O estudo demonstrou que nem o fraco crescimento económico impedirá a progressão da sustentabilidade. “As marcas e negócios inteligentes vão fazer dinheiro, hoje, com a aceleração da transição para um futuro sustentável”, explicou a CEO da Forum for the Future, Sally Uren.

Ainda assim, serão as marcas que terão de tornar mais fácil, para os consumidores, a passagem para as compras sustentáveis. “[As marcas] têm de oferecer produtos e serviços que não só são melhores para o ambiente, mas mais saudáveis, mais baratos e duráveis”.

Para chegar até esta situação, as marcas terão de inovar. Os serviços e modelos de negócio terão de ultrapassar os desafios financeiros, mas também trabalhar directamente com os consumidores.

“A sustentabilidade vai continuar a fazer parte da agenda dos próximos anos, por isso é crucial que as marcas trabalhem para garantir uma resposta adequada à procura dos consumidores. Sermos uma empresa responsável não passa apenas por fazer dinheiro, mas sim pôr o nosso negócio à prova de futuro e construir confiança e lealdade para a marca”, explicou o CEO da Sainsbury, Justin King.

Tanto a Sainsbury como a Unilever confirmaram que estão a utilizar os resultados deste estudo como uma plataforma colaborativa e de inovação para desenvolver iniciativas conjuntas e rentáveis de sustentabilidade.
Não será de admirar que outras marcas e negócios utilizem este relatório como ferramenta para planear o seu futuro sustentável. Será certamente um bom ponto de partida para o desenvolvimento sustentável das marcas.

Os quatro cenários

Em My Way, os consumidores normais vão comprar produtos locais para fortalecer as respectivas economias regionais. A agricultura vertical é uma realidade muito presente e que irá produzir mais comida por unidade de terra. O estilo de vida sustentável é high-tech e fácil, e produtos como os micro gestores de energia vão ajudar a reduzir o consumo de energia e fortalecer as relações pessoais através de competições online.

Em Sell it to Me, as marcas e negócios assumem o trabalho mais difícil na transição sustentável, uma evolução motivada pela escassez de recursos e um acordo global relacionado com as alterações climáticas. Os retalhistas retiraram os produtos insustentáveis das suas prateleiras e os produtos pequenos e inteligentes são habituais no dia-a-dia. Todos foram desenhados para reduzir o seu impacto no ambiente.

Em From me to You, as comunidades são fortalecidas pela agricultura e produção de energia local. Os recursos valerão muito mais que hoje. A reciclagem e reutilização de produtos são encorajadas.

Em I’m in your Hands, os consumidores esperam que os Governos e negócios assumam a liderança no desenvolvimento sustentável. Uma rígida legislação e a economia de escala vai levar a que os produtos e serviços sejam altamente sustentáveis.



Por: GREEN SAVERS 

Walmart Brasil amplia capacidade de venda de produtores artesanais


O site de vendas do Walmart Brasil, agrega desde o mês de julho, uma nova categoria à sua loja virtual – o E-Solidário.
A iniciativa é fruto de uma ação conjunta entre a rede de varejo e a Solidarium, empresa que promove o comércio justo.
O E-Solidário oferece aos consumidores de todo o Brasil produtos desenvolvidos por pequenas comunidades e cooperativas. A lista de itens inclui objetos de decoração, brinquedos e outras utilidades, tudo feito artesanalmente em diferentes regiões do país.
Com a ação, produtores artesanais ganham suporte para a ampliação de suas vendas, que passam a ter alcance nacional e contam com uma rede de distribuição de mais ampla. Além disso, a cada encomenda feita os fornecedores têm 50% do pagamento antecipado.
“Vender produtos mais sustentáveis e com apelo social e, com isso, contribuir para o desenvolvimento das comunidades se encaixa perfeitamente na nossa maneira de ver a sustentabilidade de maneira ampla, completamente inserida no negócio", afirma Flávio Dias, diretor de E-Commerce do Walmart Brasil.
Segundo Dias, o E-Solidário disponibiliza pouco mais de 100 itens, mas até o final de 2010 este número deve ser quatro vezes maior. Atualmente, mais de 20 empreendimentos de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Maranhão são beneficiados.
Como participar?Comunidades produtoras ou cooperativas com interesse em fazer parte desta iniciativa devem preencher o Cadastro de Empreendimentos Solidarium. 
Em seguida, a empresa entrará em contato com o empreendimento produtor para agendar uma visita na sede. Durante esta visita, será aplicada a ferramenta de diagnóstico e pontuação que busca avaliar os seguintes aspectos:
- Perfil das lideranças;- Perfil dos associados, cooperados e/ou funcionários;- Infra-estrutura e capacidade produtiva;- Linhas de produtos;- Atuais clientes;- Renda mensal;
- Práticas gerenciais;
Todos os grupos visitados receberão o resultado do diagnóstico.
Pagamento de preço justo aos colaboradores, combate ao trabalho infantil e respeito ao meio ambiente são alguns dos critérios analisados pela Solidarium . Clique aqui para conhecer todos os critérios avaliados.
Se você quiser seguir o Akatu no Twitter, clique aqui.
Via: AKATU 

As 10 cidades mais sustentáveis do mundo


Por Luana Caires

Reykjavik é 100% abastecida por energia renovável, foto: Benjamin Dumas


Se transformar em uma cidade sustentável está longe de ser uma tarefa fácil, mas também não é impossível.
((o)) Eco selecionou 10 localidades que podem até não serem ecologicamente perfeitas, mas são exemplos de que é possível diminuir o impacto ambiental de um centro em urbano optando por um planejamento que inclua o verde em sua paisagem e preze por formas mais sustentáveis de organização.
Confira a seguir o que foi ou tem sido feito para tornar essas urbes mais “verdes”.

1. Reykjavik, Islândia
Há mais de 50 anos a Islândia tem se empenhado em diminuir sua dependência de combustíveis fósseisaproveitando seu potencial natural para a geração de eletricidade. Não é de se estranhar que sua capital seja 100% abastecida por energia limpa e de baixo custo. Parte dos veículos da cidade já são movidos a hidrogênio, tendência que deve aumentar ainda mais. O país está investindo pesado nessa tecnologia e pretende se tornar  uma “economia do hidrogênio” nas próximas décadas. No mês passado, foi posto em prática um experimento perto das usinas geotérmicas de  Reykjavik  para testar a viabilidade de se estocar carbono criando emendas de calcário no subsolo. Se tudo ocorrer como esperado, o dióxido de carbono ficará permanentemente aprisionado no solo, o que deve permitir que usinas geotérmicas se livrem dos dióxidos de carbono que elas trazem das profundezas e se tornem efetivamente neutras.

2.Malmö, Suécia
Pioneira na utilização de energia renovável, Malmö também é apontada como a primeira cidade de Troca Justa da Suécia. Ali, o governo tem incentivado o consumo de mercadorias locais produzidas eticamente, promovendo a conscientização dos seus habitantes sobre a importância de se estabelecer um mercado justo e sustentável. A cidade recicla mais de 70% do lixo coletado e os resíduos orgânicos são reaproveitados para a fabricação de biocombustíveis que, juntamente com a energia hidrelétrica, solar e eólica, alimenta o Western Harbor, uma comunidade 100% dependente de energia limpa. Além disso, Malmö possui mais de 400 quilômetros de ciclovias em seu território ­– cinco quilômetro s a mais Copenhague, na Dinamarca–, sendo a cidade sueca com maior número de vias para ciclistas. No ano passado, o uso das bicicletas aumentou 11% e 40% dos deslocamentos relacionados ao trabalho foram feitos utilizando a magrela.

3.Vancouver, Canadá
Líder do ranking das cidades mais habitáveis do mundo por quase dez anos, Vancouver é a cidade norte-americana com amenor pegada de carbono. Mais de 200 parques esverdeam a sua área urbana e pelo menos 90% da sua energia já provém de fontes renováveis. Em 2005, o governo colocou em prática uma estratégia para que todos os edifícios construídos na cidade oferecessem uma melhor performance ambiental. Desde então, disponibiliza para a população todas as informações necessárias sobre como diminuir o impacto de suas residências e oferece incentivos para que seus habitantes façam uso de energia solar. Até 2020, a cidade pretende neutralizar toda a emissão de gases estufa proveniente dos seus edifícios, que hoje são responsáveis por 55% das emissões de Vancouver.
Por quase 10 anos, Vancouver liderou o ranking das cidades mais habitáveis do mundo, foto:R.Fun


4.Copenhague, Dinamarca
Quando o assunto é ecocidade, Copenhague é um dos principais nomes que devem vir à sua cabeça. No ano passado, ela ficou entre as cidades Mais Habitáveis do mundo, de acordo com a classificação da revista Monocle, e faturou o título de Melhor Cidade para Ciclistas. Cerca de 40% de sua população pedala diariamente para se deslocar pela área urbana e foi lá que surgiu pela primeira vez o empréstimo público de bicicletas. Desde 1990, a cidade conseguiu reduzir suas emissões de carbono em 25% e até 2015 o governo pretende transformá-la na ecometrópole número um do mundo. Além do investimento em fontes limpas de energia – lá foi inaugurada, em 2001, um dos maiores parques eólicos marítimos do mundo –, Copenhague é elogiada pelos esforços desenvolvidos na última década para manter as águas de seu porto limpas, local tão seguro que hoje pode até receber banhistas.

5.Portland, Estados Unidos
Ela tem inspirado outros centros americanos a incluir espaços verdes em seu planejamento urbano. Para conservar os áreas vegetativas em sua volta, foi estabelecido um limite para o avanço da urbanização da cidade, que conta com 92 mil acres de  área verde  e mais de 300 quilômetros de ciclovias. Portland foi a primeira cidade dos Estados Unidos a aprovar um plano para reduzir as emissões de dióxido de carbono e tem promovido sistematicamente a construção de prédios verdes. Além disso, cerca de 40% de sua população utiliza ou a bicicleta ou o transporte coletivo para ir ao trabalho e, desde de outubro, o governo recolhe os resíduos orgânicos, que são enviados para centros de compostagem. Hoje, metade da energia utilizada pela cidade é obtida a partir de fontes limpas, como a luz solar e o aproveitamento de resíduos para a produção debiocombustível.

6.Bahia de Caráquez, Equador
A Bahia de Ceráquez é um verdadeiro paraíso para os ecoturistas. Nos anos 90, o local foi devastado ao ser atingido por um terremoto. Então, o governo e  algumas ONGs decidiram reconstruí-la como uma cidade sustentável. Eles desenvolveram programas para conservar a biodiversidade local e controlar a erosão, implantaram esquemas de incentivo à agricultura orgânica e de reutilização  dos resíduos privados e dos mercados públicos na compostagem. É de lá a primeira fazenda orgânica certificada de camarões.

7. São Francisco, Estados Unidos
Ela foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolinhas plásticas e brinquedos infantis fabricados com produtos químicos questionáveis. São Francisco é também uma das cidades líderes na construção de prédios verdes e já possui mais 100 deles. Quase metade dos seus habitantes utiliza o transporte publico ou a bicicleta para se locomover todos os dias e mais de 17% da população faz bom proveito dos parques e das áreas verdes da cidade. Em 2001, os eleitores aprovaram um incentivo de 100 milhões de dólares para o financiamento da instalação de painéis solares e turbinas eólicas e de reformas para tornar as instalações públicas da cidade mais energeticamente eficientes.
São Francisco foi a primeira cidade americana a banir o uso de sacolas plásticas, foto: Billy Gast


8. Sidney, Austrália
A Austrália foi o primeiro país a banir as lâmpadas incandescentes, substituindo-as por modelos mais energeticamente eficientes. Em Sidney, as emissões de gases estufa diminuíram 18% apenas com a reforma de suas instalações públicas. Além disso, lá foi colocado em prática um projeto de uma rede regional de bicicletas que deve unir 164 bairros. Com essas medidas, o uso da magrela triplicou nas áreas em a rede foi instalada. Também foi em Sidney que surgiu a Hora do Planeta, em que toda a cidade desligou as luzes por 1 hora para chamar atenção para o problema do aquecimento global.

9. Freiburg, Alemanha
Desde que foi reconstruída após a Segunda Guerra Mundial, Freiburg vem experimentando o modo de vida sustentável. É lá que se encontra a famosa Vauban, uma vila de 5 mil habitantes criada para servir de distrito modelo de sustentabilidade. Todas as casas são construídas de maneira a provocar o menor impacto possível no meio ambiente, mas ela é conhecida mesmo por ser uma comunidade livre de automóveis e que incentiva modos mais ecológicos de deslocamento. Em Freiburg também existe uma vila totalmente abastecida por energia solar.

10. Curitiba, Brasil
Ela não é chamada de cidade modelo à toa. Seu eficiente transporte público é utilizado por 70% da população e, se consideradas somente as metrópoles verdes, ou seja, centros urbanos de grande porte, Curitiba só perde para Copenhague no índice de menor emissão de dióxido de carbono per capita e para Vancouver no quesito produção de energia renovável. A cidade possui ainda um bom programa de conservação da biodiversidade e de reflorestamento de espécies nativas e tem uma área verde de 51 metros quadrados por habitante.

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Achei muito fofo e decidi reproduzir aqui!

"Eu adoooooro latinhas. Confesso que já cheguei até a comprar comidas que eu não gosto só por causa de uma latinha bonita. Mas esquisitices à parte, a verdade é que as latas fazem cada vez mais parte do nosso cotidiano, e a maioria delas – descontado o rótulo – é bem simples, não tem nada de especial. E acabam indo parar no lixo.
E foi aí que a proposta do designer inglês Jack Bresnahan me ganhou: ele criou nove tipos de “tampas” para serem aplicadas àquelas latas mais básicas, deixando-as com um aspecto super bonito e dando novas funções. Uma forma simples, inteligente e charmosa de reuso."

Bresnahan Eco Lids 1
Bresnahan Eco Lids 2
Bresnahan Eco Lids 5
Bresnahan Eco Lids 4
(Via TrendLand)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Beleza é fundamental: ilustrações de moda!




KEKA TÁ NA MODA: ESPETÁCULO INFANTIL CONTA A HISTÓRIA DA MODA ATRAVÉS DA MUDANÇA DE COSTUMES DA SOCIEDADE

 
Adaptação dos livros infantis ‘Keka tá na moda’ e ‘As saias voadoras de Keka’, de Helen Pomposelli, Keka tá na Moda, é indicada para crianças, pais, mães e pessoas que gostam de arte, moda e cultura e sabem que por trás do aspecto consumista atual está um universo rico em arte e criatividade. A estreia acontece dia 27 de agosto no Teatro Oi Futuro Ipanema. A temporada segue até 23 de outubro de 2011, aos sábados e domingos às 16h.
Recheada de músicas de décadas diferentes, dirigida por um dos diretores mais requisitados do momento, Ernesto Piccolo e com figurino da própria autora, a consutora da moda, jornalista e arte-educadora Helen Pomposelli, Keka tá na moda, tem em seus elenco três atores: Juliana Martins, que vive Keka, Eliane Costa e Eduardo Andrade.
Além da peça, o projeto Keka tá na moda oferece oficinas gratuitas de moda para crianças. As oficinas são ministradas por Helen Pomposelli e acontecem todos os domingos, uma hora antes do espetáculo, no próprio teatro. A proposta da oficina é estimular a criatividade e a relação sensorial com a roupa. Haverá aulas de customização com tecidos e aviamentos em chapéus e saias, colagem de papéis e brincadeiras com figurinos de época.