quinta-feira, 3 de março de 2011

O que é?

 Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. As cooperativas baseiam-se em valores de ajuda mútua e responsabilidade, democracia, igualdade, equidade e solidariedade. Na tradição dos seus fundadores, os membros das cooperativas acreditam nos valores éticos da honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação pelo seu semelhante.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A moda do futuro deve ser ecologicamente correta


Entrevista com Danielle Ferraz
Durante o 1º Congresso Vegetariano Brasileiro e Latino-americano, realizado em São Paulo , aconteceu o 1º modaCOMpaixão, desfile com roupas, acessórios, cintos, bolsas, calçados e cosméticos fabricados sem componentes de origem animal. Esse é um projeto voltado para escolas de moda, sendo que nesta edição foi a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) a responsável pelo desenvolvimento dos looks, sob a coordenação da professora Neide Schulte.
A coordenação do desfile foi da jornalista e produtora de moda Danielle Ferraz. IHU On-Line entrevistou Danielle, por telefone, sobre o conceito e os objetivos do modaCOMpaixão: desenvolver a moda do futuro com ética e preocupação ecológica e social. Consumo ético, comércio justo, respeito ao meio ambiente e aos animais, sustentabilidade, solidariedade e reutilização são alguns dos conceitos que fundamentam a proposta das peças apresentadas na passarela. Nelas, não foram utilizadas peles, couro ou outros produtos de origem animal. Foi dada ênfase a materiais orgânicos, de fibras naturais, que não agridem o meio ambiente. Danielle Ferraz é jornalista (vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo de 2001) e consultora de moda. Além de ser colaboradora das principais editoras e emissoras de TV do País, Danielle atua na área de reposicionamento de imagem para empresas, na concepção e direção de desfiles e eventos e é docente do Senac Moda, em São Paulo.
IHU On-Line – Como a senhora define o conceito “modaCOMpaixão”?
Danielle Ferraz – A idéia surgiu de um artigo que eu escrevi, intitulado Chique é ser consciente . Esse artigo aborda a moda atual, considerando que eu não me conformo que, com tantos recursos disponíveis, com a indústria têxtil tão desenvolvida, a ponto de produzir qualquer tipo de tecido e material, os animais ainda sejam mortos de maneira tão cruel, simplesmente para ter a sua pele retirada e essa pele ser sinônimo de glamour. Ao mesmo tempo, eu contestei alguns aspectos da moda hoje, como a questão do consumismo excessivo, quando o Planeta precisa que seus recursos sejam poupados. A partir disso, surgiu a idéia de fazer desfiles de moda que chamamos de moda consciente e ecologicamente correta. Foi quando surgiu o modaCOMpaixão, que, na minha definição, é uma moda ecologicamente correta e preocupada com o meio ambiente e com os animais.
IHU On-Line – Como foi o desfile do 1º modaCOMpaixão? Quais as repercussões?
Danielle Ferraz – A primeira edição de desfiles com essa moda foi realizada em Florianópolis, em 2005, e teve o título de Vegfashion. Foi algo mais grandioso que o desfile desse ano. Tivemos várias marcas e dois dias de evento, sendo o desfile do segundo dia feito com roupas desenvolvidas pelos estudantes da UDESC. Na edição deste ano, foram apenas os estudantes da UDESC que apresentaram suas roupas. Mas o desfile teve uma boa repercussão, as pessoas gostaram muito, inclusive os modelos que desfilaram quiseram comprar as roupas de tanto que gostaram.
IHU On-Line – Para onde está voltada a prática das Escolas de Moda no Brasil e fora dele? Quais as principais tendências? A ecologia e a preservação estão entre elas?
Danielle Ferraz – Estão, com certeza. As escolas que preparam os novos estilistas precisam voltar-se para essas questões, porque já chegou o momento em que o Planeta não suporta mais. É preciso buscar a reutilização em todas as áreas. E a moda, que é um meio de comunicação, precisa levantar primeiramente essa bandeira, assim como já vem fazendo.
IHU On-Line – Como será a moda do futuro?
Danielle Ferraz – A moda do futuro está muito ligada às questões ecológicas, na busca de poupar os recursos e na reutilização de materiais. É uma moda ecologicamente correta, que realmente combina com o atual momento que vivemos no Planeta e que está preparando as próximas gerações para que as pessoas sejam consumidoras mais conscientes. Precisamos entender que é o consumidor que vai fazer as empresas se reestruturem com relação à preocupação ambiental. É o consumidor que vai fazer uma pressão para que esses produtos surjam em larga escala.
IHU On-Line – É possível pensar uma moda ética, ecológica e socialmente correta no universo do luxo e do consumo desenfreado com o qual os consumidores da moda estão habituados?
Danielle Ferraz – Em primeiro lugar, precisamos realizar uma mudança no consumidor, o que já está começando. Já há um movimento nesse sentido. A nova geração, em função da educação nas escolas, já é muito mais consciente ambientalmente do que nós. As crianças já se preocupam muito mais com o desperdício de água, com a questão da poluição. Isso já vem de berço, é algo que precisa ser trabalhado desde a infância. Eu creio que esses novos consumidores, os jovens que questionam mais esses valores, com certeza vão ajudar a difundir essa moda ecologicamente correta. Há espaço para essa moda e quanto mais o consumidor for mudando de mentalidade, mais produtores que busquem essa nova prática vão surgir.
IHU On-Line – Como foram feitas as peças apresentadas na passarela?
Danielle Ferraz – As peças foram feitas com tecidos reutilizados de roupas doadas. Esse foi o conceito que surgiu com base no artigo “Chique é ser consciente”: fazer uma moda ecologicamente correta apenas com tecidos reutilizados e usando também como conceito a solidariedade, embutida na questão da doação. O que não é mais usado nós reutilizamos para fazer novas roupas. Não vamos customizar a roupa, mas reutilizar o seu tecido. Tinha muita peça de retalho, que chamamos de patchwork, além de aplicações e bordados. Estava tudo muito bem trabalhado. Inclusive teve uma linha de biquínis feitos com retalho, tudo muito colorido, porque foram aproveitados tecidos picadinhos de vários lugares. Tinha roupas feitas com tecidos de mais de 30 anos, que foram feitas com roupas muito antigas, que as pessoas não usavam mais e estavam no armário. Nossa idéia é difundir esse conceito de doar o que não usam e reutilizar o tecido para criação de novas roupas.
IHU On-Line – Qual a importância que a senhora vê em desenvolver um evento como esse?
Danielle Ferraz – O Congresso Vegetariano foi importante porque não discutiu só o vegetarianismo no sentido de não comer carne. Falou-se do impacto ambiental do consumo de carne, do que é feito nos bastidores com os animais, do impacto disso na saúde. Nesse contexto, pegamos carona no modaCOMpaixão, porque também combatemos a idéia de animais que são vítimas da moda e que acabam sendo mortos de maneira muito cruel apenas pelo status do uso de um casaco de pele.

Fonte: UNISINOS

terça-feira, 1 de março de 2011

Moda reutilizável: atendendo ao consumidor que deseja criatividade na preocupação com o meio ambiente.

A preocupação com o meio ambiente e a instabilidade econômica já é realidade em qualquer setor. Vemos isso em ação, por exemplo, na reutilização de materiais obsoletos na produção, para evitar desperdício, cortar custos e ir de acordo com ações de sustentabilidade. Mas é na moda que uma alternativa à essa realidade tem se tornado mais do que uma necessidade às empresas, uma tendência que nasce a partir do desejo e valorização dos consumidores por objetos de moda que façam parte deste processo de reutilização, que pensem numa moda mais econômica, democrática, cheia de histórias, verde e prática.
O público valoriza uma moda mais humana, valorizando empresas como Elvis & Kresse, que cria bolsas, cintos e outros acessórios a partir de mangueiras de incêndio usadas e coletadas por todo o Reino Unido. Além das mangueiras, eles utilizam materiais como sacos de café, fitas de controle de tráfego aéreo, caixas ópticas e pára-quedas. Assim, além de boas histórias por trás de cada objeto, as pessoas mantém uma forma de cooperar contra o desperdício.
Outra empresa que entrega os mesmos benefícios é a Reknit, onde as pessoas enviam sweaters que não querem mais que, em troca, são transformados em lenços ou outros acessórios. Novamente, além de ir à favor da moda sustentável, seus produtos são carregados de história.
No Brasil, o olhar para esta tendência já se torna real na loja paulista Super Cool Market, num modelo de negócio que tem em sua essência contribuir para uma moda mais justa e verde, propondo a compra e venda de peças usadas como alternativa ao consumo de novos modelos.
Na loja, a intenção é reduzir o impacto social e ambiental gerado pela produção têxtil através da reciclagem e reutilização das roupas. Assim, o consumidor leva peças que não usam mais e a loja faz a triagem do que irá para as araras.  Em troca, o consumidor escolhe se prefere ganhar créditos para escolher o que quiser entre os diversos itens da loja ou em dinheiro na hora.

Fonte: Endeavor

O bom e velho Jeans.

 
Lavado, tingido,desgastado, “stoned”, envelhecido, jateado, a peça mais versátil de qualquer guarda-roupa pode (e deve) continuar útil mesmo depois de ser aposentado do seu figurino.
Aqui separamos seis maneiras criativas e ecológicas de reciclar o tecido que surgiu como peça para mineradores e em pouco tempo conquistou o coração de várias gerações.
Na sequência:
1 – O jeans picado vira forração térmica atóxica para casas substituindo a fibra de vidro;
2 – Transformado em belos corseletes por
Cyan Rein, que dedica 15% da arrecadação para a Children´s Medical Research Institute, na Austrália;
3 – Seguindo a tendência do pop-clássico, em 2009 uma empresa australiana criou modelos exclusivos de Converse All-Star com jeans;
4 – A fábrica japonesa de sofás
Noyes recebe seus jeans usados via correio e transforma em pufes customizados em 3 semanas. No site tem um vídeo passo-a-passo do processo;
5 – A
Green Field Paper criou um processo para transformar o jeans em papel. No tom denin clássico, lógico;
6 – O jeans pode ser transformado em brindes e peças de escritório econômicas e cheias de estilo, como esses lápis vendidos pela
Green Earth Office Supply em Santa Clara, Califórnia – EUA

Fonte: need an idea

O papel no alvo da moda

Que  bonito é ver e perceber que atitudes simples, que não oneram o produto e muito podem ajudar a transformar, se mais adotada for por empresas sensíveis e atentas aos apelos da vida, da saúde e da solidariedade.

O projeto Alvo da Moda, que muito vem ajudando a pratica de ações preventivas contra o Câncer de Mama, que  no Brasil, em razão do tardio diagnóstico ainda tem alta taxa de letalidade, conquistou um apoio importante de uma empresa lider de mercado e muito presente no cotidiano de todos nós.

A Suzano Papel e Celulose (Bovespa: SUZB5), uma das maiores produtoras integradas de celulose e papel da América Latina, que vai lançar o Report®®, estampando a marca licenciada Alvo da Moda, para assim através das suas vendas gerar  recursos para o IBC, Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer de mama, mediante ao pagamento de royalties pela cessão de direito de uso da marca solidária.

O novo produto, com a marca Alvo da Moda estará em todos os canais de venda a partir de março.
 
Fonte: Tottal Marketing

Fórum de Economia Solidária mobiliza parlamentares

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e a Frente Parlamentar para Economia Solidária promoveram ontem (22) no plenário 11 da Câmara dos Deputados um encontro para mobilizar deputados para a defesa dos projetos defendidos pela FBES. Antigos e novos parlamentares que integram a Frente compareceram ao encontro, que contou com representantes da Economia Solidária nos estados, como Andrea Mendes, que representa Rondônia e região Norte na coordenação do Fórum.

A mesa do evento foi composta pelo deputado Eudes Xavier (PT-CE), deputada Luiza Erundina (PSB-SP), professor Paul Singer, secretário Nacional de Economia Solidária e Maribel Kauffman, artesã do Rio Grande do Sul, engajada na economia solidária.

A maioria dos deputados que compareceram é do Partido dos Trabalhadores. O deputado Padre Ton (PT), que estréia na Câmara dos Deputados após dois mandatos na prefeitura de Alto Alegre dos Parecis, fez um relato das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais de seu município para desburocratizar a comercialização de seus produtos, e disse que os milhares de empregos gerados nas usinas hidrelétricas do Madeira significam a possibilidade de se fortalecer a Economia Solidária na região de Porto Velho, especialmente no entorno das usinas.

O deputado Padre Ton declarou ao movimento pela Economia Solidária apoio as reivindicações e que será um parceiro na Câmara.

Um dos coordenadores do FBES, Daniel Tygel, enumerou vários objetivos da aproximação com o parlamento brasileiro. “É preciso sensibilizar o parlamento com uma demanda forte, para alçar a política pública que fortaleça esse setor da economia”, disse. Tygel defendeu a elaboração de uma agenda parlamentar de interesse da economia solidária.

Entre os projetos que tramitam na Câmara destacam-se o de autoria da deputada Luiza Erundina, que dispõe sobre a criação de finanças populares, mediante a instalação de bancos; a lei do cooperativismo; a reforma tributária, para não permitir que as cooperativas sejam duplamente tributadas como o são hoje e definição do marco regulatório para o repasse de recursos públicos para a sociedade civil.

Economia Solidária

o longo das últimas duas décadas, a Economia Solidária se fortaleceu social e economicamente, por ser estratégia eficaz para a erradicação da pobreza e da miséria e geração de trabalho e renda. Ampliou sua base de empreendimentos (22 mil EES); organizou-se em fóruns locais de economia solidária (137 fóruns locais que compõem o Fórum Brasileiro de Economia Solidária, espaço de organização do movimento), associações representativas e redes de cooperação; aumentou a quantidade de entidades da sociedade civil de fomento e assessoria (500 entidades que atuam nos fóruns locais); articulou-se com o movimento sindical; estabeleceu relações com outros segmentos e movimentos sociais, tais como de mulheres, agroecologia, comunidades e povos tradicionais, tecnologias sociais e cultura.

A Economia Solidária foi incorporada como política pública em centenas de municípios e em 18 estados; tornou-se objeto de ensino, pesquisa e extensão em mais de 100 universidades em todas as regiões do Brasil e foi reconhecida no governo passado com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária, vinculada ao Ministério do Trabalho.

Fonte: Mara Paraguassu

Não podemos nos calar diante desta atrocidade. Ficadica.

Não podemos nos calar diante desta atrocidade. Ficadica.

http://www.brasilautogestionario.org/bicicleta/bicicletas-em-um-porto-nao-muito-alegre-por-paulo-marques-do-autogestaobr/